Projeto de Resolução n.º 118/XVII/1.ª
Recomenda ao Governo que assuma a prioridade do estabelecimento de um ninho
de empresas de Base Tecnológica e Industrial de Defesa no Distrito da Guarda
Exposição de motivos
Considera o Partido CHEGA que, para se atingir a percentagem do PIB acordada com os
aliados da OTAN, se deverá priorizar o apoio às Indústrias de Base Tecnológica e
Industrial de Defesa, garantindo a produção de material militar no nosso país.
Os recentes conflitos no Mundo e, de sobremaneira,a guerra subsequente à invasão da
Ucrânia pela Federação Russa, têm mostrado uma nova maneira de fazer a guerra,
incluindo técnicas, táticas e procedimentos do Século XXI (drones, IA, etc.) e outras mais
próximas das utilizadas no início do Século XX (trincheiras, barragens de Artilharia, etc.),
fazendo acreditar que, num conflito de larga escala, será necessário um misto de
armamento que permita o combate em todo o espectro. Assim, a par do
desenvolvimento de sistemas de armas com incorporação de novas te cnologias, será
necessário garantir o fabrico e fornecimento de armamento e munições convencionais
(armas ligeiras e pesadas, individuais e coletivas).
Por outro lado, internamente, tem -se assistido ao despovoamento do interior com
efeitos negativos na coesão territorial. Tal deve-se a diversos fatores, a que não é alheia
a falta de investimento em infraestruturas fabris potenciadoras da criação de emprego.
A região da Guarda, como todo o interior nacional, sofre com o despovoamento
acelerado. Entre 2011 e 2021, saíram do distrito cerca de 18.000 pessoas. Tendo em
conta a centralidade do distrito no contexto ibérico, através do Decreto-Lei n.º 24/2022
foi criado e reconhecido o estatuto do Porto Seco da Guarda, infraestrutura que,
devidamente coordenada com a rede ferroviária nacional, deverá constituir -se num
polo logístico capaz de consolidar e desconsolidar cargas, servir de entrada de matérias-
primas e de distribuição de produto acabado proveniente de unidades fabris existentes
e a criar no distrito.
A Guarda detém uma localização geográfica que a coloca como um possível centro de
distribuição nacional e internacional de mercadorias, no interior do território nacional,
o que a torna num local privilegiado, com a operacionalização do Porto Seco, para a
instalação de um cluster fabril de defesa, a que não deverá ser alheia a Investigação e
Desenvolvimento permitida por uma ligação umbilical ao Instituto Politécnico da
Guarda, numa simbiose entre Indústria e Ensino Universitário, fundamentais para atrair
investimento, criar valor e emprego.
Perante o exposto, é urgente que seja dada prioridade à construção de um ninho de
empresas de Base Tecnológica e Industrial de Defesa, em ligação com o Instituto
Politécnico da Guarda, otimizando a utilização do Porto Seco.
Assim, pelo exposto e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentalmente
aplicáveis, os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido CHEGA recomendam ao
Governo que:
1. Assuma o ninho de empresas de Base Tecnológica e Industrial de Defesa no Distrito
da Guarda como um investimento prioritário e fundamental para o desenvolvimento
do interior do País.
2. Proceda aos estudos conducentes à criação do ninho de empresas de Base
Tecnológica e Industrial de Defesa no Distrito da Guarda, onde o Instituto Poli técnico
da Guarda se constitua como o seu Centro de Investigação e Desenvolvimento.
3. Assegure que, no prazo de seis meses, as conclusões do estudo são apresentadas
publicamente, para que sejam implementadas a partir de 2026.
Palácio de São Bento, 1 de julho de 2025
Os Deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA,
Pedro Pinto - Nuno Simões de Melo -Pedro Pessanha - Bernardo Pessanha - Sandra
Ribeiro - Raul Melo
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Publicação — DAR II série A — 18-19 - 01/07/2025
II SÉRIE-A — NÚMERO 17
desenvolvimento rural e ambiental.
4. Reforce substancialmente a fiscalização e o controlo ambiental, prevenindo e punindo práticas ilegais,
como cortes rasos não autorizados em zonas protegidas, e aplicando sanções proporcionais e efetivamente
dissuasoras.
5. Promova a participação ativa das autarquias locais, comunidades rurais, proprietários e organizações da
sociedade civil no planeamento, execução e acompanhamento das ações de recuperação ecológica,
valorizando o conhecimento local e reforçando a coesão territorial.
Palácio de São Bento, 1 de julho de 2025.
Os Deputados do Grupo Parlamentar do CH: Pedro Pinto — Raul Melo — Bernardo Pessanha — Rita
Matias — José Dotti — Eliseu Neves.
(**) O título e o texto iniciais da iniciativa foram publicados no DAR II Série-A n.º 15 (2025.06.27) e substituídos, a pedido do autor, em
1 de julho.
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PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 118/XVII/1.ª
RECOMENDA AO GOVERNO QUE ASSUMA A PRIORIDADE DO ESTABELECIMENTO DE UM NINHO DE
EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA E INDUSTRIAL DE DEFESA NO DISTRITO DA GUARDA
Exposição de motivos
Considera o partido Chega que, para se atingir a percentagem do PIB acordada com os aliados da OTAN,
se deverá priorizar o apoio às indústrias de base tecnológica e industrial de defesa, garantindo a produção de
material militar no nosso País.
Os recentes conflitos no mundo e, de sobremaneira, a guerra subsequente à invasão da Ucrânia pela
Federação Russa têm mostrado uma nova maneira de fazer a guerra, incluindo técnicas, táticas e
procedimentos do Século XXI (drones, IA, etc.) e outras mais próximas das utilizadas no início do Século XX
(trincheiras, barragens de artilharia, etc.), fazendo acreditar que, num conflito de larga escala, será necessário
um misto de armamento que permita o combate em todo o espectro. Assim, a par do desenvolvimento de
sistemas de armas com incorporação de novas tecnologias, será necessário garantir o fabrico e fornecimento
de armamento e munições convencionais (armas ligeiras e pesadas, individuais e coletivas).
Por outro lado, internamente, tem-se assistido ao despovoamento do interior, com efeitos negativos na
coesão territorial. Tal deve-se a diversos fatores, a que não é alheia a falta de investimento em infraestruturas
fabris potenciadoras da criação de emprego.
A região da Guarda, como todo o interior nacional, sofre com o despovoamento acelerado. Entre 2011 e
2021, saíram do distrito cerca de 18 000 pessoas. Tendo em conta a centralidade do distrito no contexto
ibérico, através do Decreto-Lei n.º 24/2022 foi criado e reconhecido o estatuto do Porto Seco da Guarda,
infraestrutura que, devidamente coordenada com a rede ferroviária nacional, deverá constituir-se num polo
logístico capaz de consolidar e desconsolidar cargas, servir de entrada de matérias-primas e de distribuição de
produto acabado proveniente de unidades fabris existentes e a criar no distrito.
A Guarda detém uma localização geográfica que a coloca como um possível centro de distribuição nacional
e internacional de mercadorias, no interior do território nacional, o que a torna um local privilegiado, com a
operacionalização do Porto Seco, para a instalação de um cluster fabril de defesa, a que não deverá ser alheia
a investigação e desenvolvimento permitida por uma ligação umbilical ao Instituto Politécnico da Guarda, numa
simbiose entre indústria e ensino universitário, fundamentais para atrair investimento, criar valor e emprego.
Perante o exposto, é urgente que seja dada prioridade à construção de um ninho de empresas de base
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