Projeto de Lei n.º 393/XVII/1.ª
Aumenta os limites da compensação por morte ou invalidez permanente decorrentes dos riscos próprios da atividade policial ou de segurança e prevendo que o Estado assegure a indemnização civil com direito de regresso contra o lesante
Exposição de Motivos
O Decreto-Lei n.º 113/2005 cria um regime de compensação por invalidez permanente ou morte aplicável aos membros da Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Marítima, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Corpo da Guarda Prisional e Corpo da Guarda Florestal.
Nos termos deste diploma, e também segundo entendimento vertido em jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça, esta compensação especial tem como origem os riscos próprios descorrentes da atividade prestada, não tendo como pressuposto um facto criminoso. Tem como desiderato reforçar o apoio ao incapacitado ou à sua família perante a súbita perda de rendimentos do trabalho, tendo esta compensação uma natureza suplementar que, na prática, substitui um seguro.
Nos termos do artigo 7.º, n.º 4 a aplicação do diploma não prejudica ou diminui outros direitos resultantes da aplicação de outras normas legais em tudo o que não se encontre aí regulado, sendo que, clarifica a jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça, a atribuição desta compensação não afasta a aplicação do regime da responsabilidade civil por factos ilícitos do lesante, estabelecido no Código Civil, podendo cumular-se com a indemnização atribuída pela prática dos factos ilícitos.
Não se trata de uma indemnização típica, pois, em caso de morte, esta compensação é concedida a quem tiver sido indicado pelo militar ou agente de segurança e, apenas nessa ausência, será atribuída às pessoas designadas pelo Decreto-Lei n.º 113/2005, conforme o artigo 2.º do diploma – sendo claro que não se trata de uma indemnização pelo dano morte, como alguns tribunais de instância inferior erradamente já entenderam, pois, se assim não fosse a vítima poderia afastar o regime sucessório.
Adicionalmente, este diploma apresenta uma lógica de complementaridade com outros regimes, nomeadamente o Decreto-Lei n.º 503/99. Um elemento das forças policiais ou de segurança em situação de invalidez permanente absoluta decorrente dos riscos próprios da sua atividade tem direito à compensação especial prevista no Decreto-Lei n.º 113/2005 e às pensões e outras prestações previstas no Decreto-lei n-º 503/99, incluindo o subsídio por incapacidade permanente absoluta previsto no artigo 37º.
Com efeito:
a) Considerando que os membros da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança Pública, da Polícia Marítima, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, do Corpo da Guarda Prisional e do Corpo da Guarda Florestal atuam em circunstâncias de extremo risco para a sua vida e para a sua integridade física, frequentemente confrontados com a escassez de efetivos e, muitas vezes, com a carência de equipamentos adequados e recursos indispensáveis;
b) Considerando que a atividade destes profissionais ao serviço da segurança do País, tristemente e não raras vezes, resulta em casos de morte e de invalidez permanente;
c) Considerando que o Decreto-Lei n.º 113/2005 estabelece uma compensação que não exclui ou diminui outros direitos, podendo cumular-se com a indemnização atribuída pela prática dos factos ilícitos;
d) Considerando que a bitola indemnizatória já é reconhecidamente baixa pela doutrina e pela jurisprudência;
e) Considerando que nos casos em que a morte ou invalidez permanente resultam de acto ilícito praticado por terceiro se torna muito difícil, se não impossível, para o lesado ou para os seus familiares a obtenção de uma indemnização pelos danos resultantes do ilícito, como o dano morte e danos não patrimoniais, devido às limitações no exercício do direito de ação, nomeadamente em razão da fuga do criminoso;
Justifica-se que o Decreto-Lei n.º 113/2005, além de estabelecer um ajuste nos limites máximos e mínimos da compensação, preveja uma indemnização que se baseia numa lógica de solidariedade social, com o objetivo de assegurar uma proteção efetiva às vítimas de atos ilícitos que resultem em danos à sua vida ou integridade física, decorrentes dos riscos próprios decorrentes da sua actividade policial ou de segurança. Esta medida visa, desta forma, proporcionar uma rede de segurança para os lesados e para as suas famílias, garantindo, ainda, o direito de regresso do Estado contra o autor do ilícito.
Pelo exposto, e nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do CHEGA apresenta o seguinte Projeto de Lei:
Artigo 1.º
Objeto
É alterado o Decreto-Lei n.º 113/2005, de 13 de julho, aumentando os limites da compensação por morte ou invalidez permanente decorrentes dos riscos próprios da atividade policial ou de segurança e prevendo que quando estes casos resultem de acto ilícito de terceiro, o Estado assegure a indemnização civil com direito de regresso contra o lesante.
Artigo 2.º
São alterados os artigos 4.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 113/2005, de 13 de julho, passando a ter a seguinte redação:
“Artigo 4.º
Limites da compensação
1 - O valor da compensação por morte é de 500 vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida.
O valor da compensação por invalidez permanente tem como limite mínimo 250 vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida e como limite máximo 500 vezes aquele valor.
[...]
[...]
[...]
[...]
Artigo 7.º
Outros direitos
[...]
[...]
[...]
[...]
Quando a morte ou a incapacidade permanente resultarem de facto ilícito imputável a terceiro, o Estado responde pelo pagamento da indemnização civil devida, a qual é autónoma e cumulável com a compensação prevista no presente diploma, tendo o direito de regresso contra o autor do facto, nos termos gerais.”
Artigo 3.º
Entrada em Vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação em Diário da República.
Palácio de São Bento, 23 de Janeiro de 2026.
Os Deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA,
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Documento integral
Projeto de Lei n.º 393/XVII/1.ª
Aumenta os limites da compensação por morte ou invalidez permanente decorrentes dos riscos próprios da atividade policial ou de segurança e prevendo que o Estado assegure a indemnização civil com direito de regresso contra o lesante
Exposição de Motivos
O Decreto-Lei n.º 113/2005 cria um regime de compensação por invalidez permanente ou morte aplicável aos membros da Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Marítima, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Corpo da Guarda Prisional e Corpo da Guarda Florestal.
Nos termos deste diploma, e também segundo entendimento vertido em jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça, esta compensação especial tem como origem os riscos próprios descorrentes da atividade prestada, não tendo como pressuposto um facto criminoso. Tem como desiderato reforçar o apoio ao incapacitado ou à sua família perante a súbita perda de rendimentos do trabalho, tendo esta compensação uma natureza suplementar que, na prática, substitui um seguro.
Nos termos do artigo 7.º, n.º 4 a aplicação do diploma não prejudica ou diminui outros direitos resultantes da aplicação de outras normas legais em tudo o que não se encontre aí regulado, sendo que, clarifica a jurisprudência do Supremo Tribunal de Justiça, a atribuição desta compensação não afasta a aplicação do regime da responsabilidade civil por factos ilícitos do lesante, estabelecido no Código Civil, podendo cumular-se com a indemnização atribuída pela prática dos factos ilícitos.
Não se trata de uma indemnização típica, pois, em caso de morte, esta compensação é concedida a quem tiver sido indicado pelo militar ou agente de segurança e, apenas nessa ausência, será atribuída às pessoas designadas pelo Decreto-Lei n.º 113/2005, conforme o artigo 2.º do diploma – sendo claro que não se trata de uma indemnização pelo dano morte, como alguns tribunais de instância inferior erradamente já entenderam, pois, se assim não fosse a vítima poderia afastar o regime sucessório.
Adicionalmente, este diploma apresenta uma lógica de complementaridade com outros regimes, nomeadamente o Decreto-Lei n.º 503/99. Um elemento das forças policiais ou de segurança em situação de invalidez permanente absoluta decorrente dos riscos próprios da sua atividade tem direito à compensação especial prevista no Decreto-Lei n.º 113/2005 e às pensões e outras prestações previstas no Decreto-lei n-º 503/99, incluindo o subsídio por incapacidade permanente absoluta previsto no artigo 37º.
Com efeito:
a) Considerando que os membros da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança Pública, da Polícia Marítima, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, do Corpo da Guarda Prisional e do Corpo da Guarda Florestal atuam em circunstâncias de extremo risco para a sua vida e para a sua integridade física, frequentemente confrontados com a escassez de efetivos e, muitas vezes, com a carência de equipamentos adequados e recursos indispensáveis;
b) Considerando que a atividade destes profissionais ao serviço da segurança do País, tristemente e não raras vezes, resulta em casos de morte e de invalidez permanente;
c) Considerando que o Decreto-Lei n.º 113/2005 estabelece uma compensação que não exclui ou diminui outros direitos, podendo cumular-se com a indemnização atribuída pela prática dos factos ilícitos;
d) Considerando que a bitola indemnizatória já é reconhecidamente baixa pela doutrina e pela jurisprudência;
e) Considerando que nos casos em que a morte ou invalidez permanente resultam de acto ilícito praticado por terceiro se torna muito difícil, se não impossível, para o lesado ou para os seus familiares a obtenção de uma indemnização pelos danos resultantes do ilícito, como o dano morte e danos não patrimoniais, devido às limitações no exercício do direito de ação, nomeadamente em razão da fuga do criminoso;
Justifica-se que o Decreto-Lei n.º 113/2005, além de estabelecer um ajuste nos limites máximos e mínimos da compensação, preveja uma indemnização que se baseia numa lógica de solidariedade social, com o objetivo de assegurar uma proteção efetiva às vítimas de atos ilícitos que resultem em danos à sua vida ou integridade física, decorrentes dos riscos próprios decorrentes da sua actividade policial ou de segurança. Esta medida visa, desta forma, proporcionar uma rede de segurança para os lesados e para as suas famílias, garantindo, ainda, o direito de regresso do Estado contra o autor do ilícito.
Pelo exposto, e nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do CHEGA apresenta o seguinte Projeto de Lei:
Artigo 1.º
Objeto
É alterado o Decreto-Lei n.º 113/2005, de 13 de julho, aumentando os limites da compensação por morte ou invalidez permanente decorrentes dos riscos próprios da atividade policial ou de segurança e prevendo que quando estes casos resultem de acto ilícito de terceiro, o Estado assegure a indemnização civil com direito de regresso contra o lesante.
Artigo 2.º
São alterados os artigos 4.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 113/2005, de 13 de julho, passando a ter a seguinte redação:
“Artigo 4.º
Limites da compensação
1 - O valor da compensação por morte é de 500 vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida.
O valor da compensação por invalidez permanente tem como limite mínimo 250 vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida e como limite máximo 500 vezes aquele valor.
[...]
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Artigo 7.º
Outros direitos
[...]
[...]
[...]
[...]
Quando a morte ou a incapacidade permanente resultarem de facto ilícito imputável a terceiro, o Estado responde pelo pagamento da indemnização civil devida, a qual é autónoma e cumulável com a compensação prevista no presente diploma, tendo o direito de regresso contra o autor do facto, nos termos gerais.”
Artigo 3.º
Entrada em Vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação em Diário da República.
Palácio de São Bento, 23 de Janeiro de 2026.
Os Deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA,
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Admissão — Nota de admissibilidade - 27/01/2026
NOTA DE ADMISSIBILIDADE
[Prevista no n.º 2 do artigo 125.º do Regimento (RAR), para efeitos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 16.º e no n.º 3 do artigo 125.º do RAR]
Forma da iniciativa:
Projeto de Lei
Número/Legislatura/Sessão legislativa:
393/XVII/1.ª
Proponente(s):
Deputados do Grupo Parlamentar do Chega (CH)
Título:
«Aumenta os limites da compensação por morte ou invalidez permanente decorrentes dos riscos próprios da atividade policial ou de segurança e prevendo que o Estado assegure a indemnização civil com direito de regresso contra o lesante»
A iniciativa pode envolver, no ano económico em curso, aumento das despesas ou diminuição das receitas previstas no Orçamento do Estado (n.º 2 do artigo 167.º da CRP e n.º 2 do artigo 120.º do RAR)?
SIM
Da análise do articulado da iniciativa legislativa parece poder resultar um aumento das despesas previstas no Orçamento do Estado.
Deverá, assim, em sede de especialidade, ser acautelado o limite imposto pela «lei-travão», que impede a apresentação de projetos de lei que envolvam, no ano económico em curso, um aumento das despesas previstas no Orçamento, prevendo, por exemplo, a entrada em vigor ou produção de efeitos da iniciativa com o Orçamento do Estado posterior à sua publicação.
A iniciativa respeita o limite de não renovação na mesma sessão legislativa (n.º 4 do artigo 167.º da CRP e n.º 3 do artigo 120.º do RAR)?
Sim
O proponente junta ficha de avaliação prévia de impacto de género (deliberação da CL e Lei n.º 4/2018, de 9 de fevereiro)?
Sim
Justifica-se a audição dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas (artigo 142.º do RAR, para efeitos do n.º 2 do artigo 229.º da CRP)?
Não parece justificar-se
A iniciativa foi agendada pela CL ou tem pedido de arrastamento?
Não
Comissão competente em razão da matéria e eventuais conexões:
Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias (1.ª)
Conclusão: A apresentação desta iniciativa parece cumprir os requisitos formais de admissibilidade previstos na Constituição e no Regimento da Assembleia da República.
Assembleia da República, 26 de janeiro de 2026,
A Assessora Parlamentar,
Lia Negrão
Divisão de Apoio ao Plenário
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Publicação em Separata — Separata — 2-5, 8-9 - 10/02/2026
SEPARATA — NÚMERO 25
ÀS COMISSÕES DE TRABALHADORES OU ÀS RESPETIVAS COMISSÕES COORDENADORAS, ÀS ASSOCIAÇÕES SINDICAIS E ASSOCIAÇÕES DE
EMPREGADORES E A TODAS AS ESTRUTURAS REPRESENTATIVAS DOS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Nos termos e para os efeitos dos artigos 54.º, n.º 5, alínea d), e 56.º, n.º 2, alínea a), da Constituição, do artigo 16.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, dos artigos 469.º a 475.º da Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro (Aprova a revisão do Código do Trabalho), e do artigo 132.º do Regimento da Assembleia da República, avisam-se estas entidades de que se encontram para apreciação, de 10 de fevereiro a 12 de março de 2026, as iniciativas seguintes:
Projetos de Lei n.os 393/XVII/1.ª (CH) — Aumenta os limites da compensação por morte ou invalidez permanente decorrentes dos riscos próprios da atividade policial ou de segurança e prevendo que o Estado assegure a indemnização civil com direito de regresso contra o lesante, e 394/XVII/1.ª (CH)— Cria o suplemento especial de serviço por funções operacionais na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia de Segurança Pública.
As sugestões e pareceres deverão ser enviados, até à data-limite acima indicada, por correio eletrónico dirigido a 1cacdlg@ar.parlamento.ptou por carta dirigida à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias,Assembleia da República, Palácio de São Bento, 1249-068 Lisboa.
Dentro do mesmo prazo, as comissões de trabalhadores ou as comissões coordenadoras, as associações sindicais e associações de empregadores e todas as estruturas representativas dos trabalhadores da Administração Pública poderão solicitar audiências à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, devendo fazê-lo por escrito, com indicação do assunto e fundamento do pedido.
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Discussão generalidade — DAR I série — 4-50 - 15/05/2026
I SÉRIE — NÚMERO 91
cortes introduzidos pelo Decreto-Lei n. º 3/2017, de 6 de janeiro, e pelo Decreto-Lei n.º 4/2017, de 6 de janeiro, e os Projetos de Resolução n. os 881/XVII/1.ª (JPP) — Recomenda ao Governo a revisão e atualização do regime remuneratório dos militares da Guarda Nacional Republicana, 882/XVII/1.ª (JPP) — Recomenda ao Governo a valorização da Polícia de Segurança Pública, o cumprimento integral do acordo celebrado em 2024 e a revisão do regime remuneratório, das carreiras e dos suplementos aplicáveis ao pessoal com funções policiais, 949/XVII/1.ª (PAN) — Pela adoção de medidas de prevenção do suicídio nas forças de segurança, 950/XVII/1.ª (CDS-PP) — Pela reorganização da Polícia de Segurança Pública, 951/XVII/1.ª (BE) — Recomenda ao Governo a valorização remuneratória, a dignificação profissional e o reforço da saúde ocupacional dos profissionais da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana, 952/XVII/1.ª (IL) — Recomenda o reforço do policiamento de proximidade, 953/XVII/1.ª (L) — Recomenda ao Governo a criação de um complemento salarial de apoio ao custo de vida para as forças de segurança deslocadas e 954/XVII/1.ª (L) — Prevenção e promoção da saúde mental para as forças de segurança.
Para apresentar das iniciativas do seu partido, tem a palavra o Sr. Deputado André Ventura. O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Marcámos esta ordem do dia quando se
tornou evidente para o País, e para quem todos os dias tem de lidar com a insegurança em Portugal, que a relação das forças de segurança com o seu próprio País estava a ficar cada vez mais degradada.
Marcámos esta ordem do dia quando ficou claro para todos que a relação entre polícias, forças de segurança e forças da ordem em Portugal estava a atingir o seu grau zero de reconhecimento e o seu grau zero também em termos de dignificação do seu trabalho.
Marcámos esta ordem do dia quando o Governo da República, liderado pelo seu Ministro da Administração Interna, permite-se fazer gala da expulsão de polícias a toda a hora, da sua perseguição com processos disciplinares, sem nunca ter em conta aquilo que, de manhã à noite, passam para assegurar o mais básico da nossa vida: a nossa segurança e a de todos.
Aplausos do CH. Ninguém quer ser polícia hoje em Portugal. Ninguém quer ser polícia hoje em Portugal! Ninguém quer ser
polícia pelos encargos que assume, pelo risco que toma, por aquilo que não lhe é reconhecido. Mas também ninguém quer ser polícia em Portugal porque passou a ser a profissão mais descartável de todas.
Polícias, quer nacionais, quer municipais, forças de segurança e forças da ordem são vistas como inimigas pela esquerda e são vistas como descartáveis pelo Governo.
O Sr. Pedro Pinto (CH) — Muito bem! O Sr. André Ventura (CH): — Tornámo-nos um País em que as forças de segurança deixaram de ser o elo
essencial que nos une e nos protege, para se tornarem o alvo de todo o fanatismo de esquerda que quer tirar dignidade a quem nos protege e a quem nos dá segurança.
Aplausos do CH. Como disse, nas últimas semanas, tivemos um Ministro da Administração Interna que todos os dias se
dedicou a falar da expulsão de polícias,… O Sr. Pedro Pinto (CH) — É verdade! O Sr. André Ventura (CH): — … de como era importante acabar com os sentimentos políticos ou
exacerbados das forças de segurança, de como era importante limpar as forças de segurança. Para que fique claro, aquilo que na esquadra do Rato alegadamente aconteceu, aquilo que acontece em
qualquer esquadra, ponto policial ou local de forças de segurança neste País, que envolva agressões a cidadãos, que envolva tortura sobre cidadãos — sejam eles quais forem —, claro que são episódios graves e claro que são circunstâncias grave. Mas o que temos, hoje, é um Ministro que olha para a gravidade da
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Votação na generalidade — DAR I série — 51-51 - 15/05/2026
15 DE MAIO DE 2026
Imagino que todos os Srs. Deputados já estarão registados. Se algum dos Srs. Deputados não conseguiu registar-se, a Mesa tomará nota.
A Sr.ª Inês Barroso (PSD): — Sr. Presidente, não me consegui registar. O Sr. Presidente (Diogo Pacheco de Amorim): — A Mesa regista a ocorrência, Sr.ª Deputada Inês Barroso. Mais alguém não se conseguiu registar? Pausa. Peço também o favor de tomarem nota do meu nome, para me registarem manualmente. Pausa. Pronto, está encerrado o momento de verificação do quórum. Temos 197 Deputados presentes, o que é
mais do que suficiente. Vamos, então, dar início às votações, começando por votar, na generalidade, o Projeto de Lei
n.º 393/XVII/1.ª (CH) — Aumenta os limites da compensação por morte ou invalidez permanente decorrentes dos riscos próprios da atividade policial ou de segurança e prevendo que o Estado assegure a indemnização civil com direito de regresso contra o lesante.
Submetido à votação, foi rejeitado, com o voto contra do PSD, os votos a favor do CH, da IL, do BE,
do PAN e do JPP e as abstenções do PS, do L, do PCP e do CDS-PP. Vamos votar agora, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 394/XVII/1.ª (CH) — Cria o suplemento especial
de serviço por funções operacionais na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia de Segurança Pública.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do BE, do PAN e do JPP e as abstenções do PS, da IL, do L e do PCP. De seguida vamos votar, na generalidade, o Projeto de Lei n.º 444/XVII/1.ª (CH) — Estende aos elementos
da Polícia de Segurança Pública colocados nas regiões autónomas o suplemento de fixação atribuído ao Corpo da Guarda Prisional.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do BE, do PAN, do JPP e dos Deputados do PS Carlos Pereira, Emanuel Câmara e Francisco César e as abstenções do PS, da IL, do L e do PCP.
Vamos prosseguir com a votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 607/XVII/1.ª (CH) — Determina a
aplicação do regime de atribuição do suplemento de missão criado pelo Decreto-Lei n.º 139-C/2023, de 29 de dezembro, à Guarda Nacional Republicana, à Polícia de Segurança Pública e ao Corpo da Guarda Prisional.
Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD e do CDS-PP, os votos a favor do CH,
do BE, do PAN e do JPP e as abstenções do PS, da IL, do L e do PCP. Passamos à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 615/XVII/1.ª (CH) — Estabelece a presunção
de licitude, em determinadas circunstâncias, de uso de armas de fogo. Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PSD, do PS, da IL, do L, do PCP, do BE e
do PAN, o voto a favor do CH e as abstenções do CDS-PP e do JPP.
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